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2 jan

Power-Up!Degustando Mithos

  • 4 COMENTÁRIOS

Existe um jogo muito interessante chamado Cthul-B-Que.

Se trata de um Card Game; desenvolvido por Jonathan A. Leistiko e disponibilizado no formato print-and-play no site de desenvolvedores de jogos Invisible City Productions.

O jogo consiste em assumir o papel de um cozinheiro de criaturas da mitologia de H.P.Lovecraft; sendo seu representante mais famoso o tal do Cthulhu.

A questão é que todo esse universo é de horror, e essas criaturas desafiam a imaginação e sanidade das pessoas que com elas interagem. Além de serem muito agressivas e grotescas. Quem gostaria de cozinhar esses bichos? As mesmas pessoas que gostam de cozinhar scargot provavelmente.

Com o baralho em mãos (são 54 cartas); cada jogador escolhe ou sorteia um cozinheiro. Esse cozinheiro possui uma especialidade que le premite re-rolar dados contra criaturas que sejam da sua especialidade. Cada criatura pode possuir mais de uma especialidade.

Com sua especialidade decidida o passo seguinte é definir a sua Sanity(Sanidade) e sua Cook (Culinária?). Cada jogador tem sete pontos para distribuir entre esses dois atributos e o valor mínimo para cada atributo é 1.

A Sanidade define a capacidade de reagir a qualquer coisa que desafie e mente do cozinheiro, como feitiços(que veremos mais adiante) e o Horror das criaturas. Também define a quantidade de cartas que o jogador tem na mão. A Culinária define a capacidade de cozinhar/lutar do cozinheiro.

A seguir tem o baralho: Existem três tipos de carta: As cartas de monstros; as de itens e as de feitiços.

Cada jogador compra no início da rodada o suficiente para encher sua mão (valor equivalente a sua sanidade), mas só pode jogar por rodada uma carta. Porém pode descartar quantas cartas quiser.
As cartas de monstro possuem basicamente Horror, Threat(Ameaça) e Delectability (Sabor). Os monstro são o âmago do jogo, afinal se trata de cozinhá-los. Assim que um jogador confronta um monstro ele deve confrontar sua Sanidade contra o Horror do monstro em dados, o maior resultado vence e em caso de derrota do jogador este perde um ponto de Sanidade.

Ao tentar cozinha-lo o confronto é de Ameaça contra Culinária. Em caso de vitória o jogador subtrai da Ameaça do monstro metade da diferença entre os resultados arrendondado para baixo. Exemplo: Venceu por cinco o monstro perde dois pontos de Ameaça. Em caso de derrota o jogador sempre perde um ponto de Culinária. Assim que jogador zera o valor de Ameaça do monstro ele está cozinhado e pronto. O jogo termina quando X monstros forma cozinhados pelo mesmo jogador, mas esse valor varia dependendo do número de jogadores.

Mas não é só isso. O jogador que chega ao número X de monstros estipulados não vence o jogo necessariamente. O que define a vitória é o valor total de pontos de Sabor que cada jogador tem. Quanto mais forte o monstro é geralmente maior o seu Sabor. Cthulhu possui sabor seis!

Você também pode lutar contra um monstro em vez de cozinha-lo, ao fazer isso você soma um dado a sua Culinária, mas tira um ponto de Sabor do monstro se vence-lo (você machuca a carne).
Qualquer jogador pode desafiar um outro jogador pelo direito de cozinhar um monstro a não ser que este esteja na sua Summoning Area, onde nenhum outro jogador pode entrar.

Existem além disso diversos elementos como os itens e os feitiços, que possuem habilidades e efeitos diversos. Soma-se a isso o fator de que cada jogador pode descartar uma carta de monstro para fazer este re-rolar seus dados (o que pode ser uma boa idéia se algum jogador estiver para vencer o jogo e estiverem para cozinhar o último monstro), além de alguns itens e feitiços serem voltados para prejudicar outros jogadores.

Nenhum jogador sai do jogo. Se sua Sanidade ou Culinária chegar a zero você vai para uma area especial onde fica “convalescido” recarregando o atributo zerado, sem poder cozinhar mas ainda participando do jogo.

Por fim existe o Yellow Sign Totem. Ao cozinhar um monstro você adquire esse Totem (uma carta especial) que fica com você até que você o use ou outro jogador cozinhe algo. O totem serve para duas coisas: Aumentar algum atributo seu em um ponto, e isso só pode ser feito no início do seu turno; e re-rolar qualquer rolagem de dados. Ao usa-lo você perde o controle dele e se você o usa contra outro jogador (re-rolando dados) ele ganha controle do mesmo.

Cthul-B-Que é um ótimo jogo. Muito engraçado e com forte carga de pvp (player versus player): Você nunca deixa de jogar para olhar, na vez dos outros jogadores você ainda pode tentar prejudicá-los de diversas formas; e mesmo quando você está sem forças ainda são permitidas algumas ações menores.
Além disso a temática é muito engraçada e rica, misturando horror e cozinha de um modo muito inteligente e funcional.

Outra coisa digna de nota é a mecânica diferenciada de rolagem de dados onde você soma apenas valores IGUAIS, ou seja rolar mais dados não é sinônimo de vitória.

Na verdade a Loodo gostou tanto de Cthul-B-Que que entramos em contato com seu criador e estamos envolvidos com ele na produção de uma nova versão, revisada e com novo layout e artes: O Cthulinária!

Estamos trabalhando bastante no redesign do jogo: Cartas, personagens, marcadores e - é claro - novas receitas. Trabalhar com o Jonathan tem sido um prazer enorme, e viemos aprendendo muito durante todo esse processo.

Para ir aumentando a vontade do jogo, neste início de ano trazemos um preview especial de algumas artes novas feitas especialmente para este jogo sensacional. Aguardamos suas críticas e comentários!

Obviamente começando pela estrela maior, o Grande Cthulhu. Tentamos, quando era possível, destacar partes do monstro, indicando os melhores cortes, e lugares mais apetitosos.

A partir deste monstro (ou de qualquer outro com agressividade maior que 5), podemos cozinhar uma deliciosa Caldeirada Divina. Um prato que aumenta em 2 o sabor final da sua refeição.

Desenhar estes monstros vem sido um enorme e divertido desafio: Os seres do mundo de Lovecraft são criaturas que levam o ser humano a loucura, saidas diretas de um pesadelo. Este, por exemplo é o Shoggoth. E esta é sua descrição:

It was a terrible, indescribable thing vaster than any subway train – a shapeless congerie of protoplasmic bubbles, faintly self-luminous, and with myriads of temporary eyes forming and un-forming as pustules of greenish light all over the tunnel-filling front that bore down upon us, crushing the frantic penguins and slithering over the glistening floor that it and its kind had swept so evilly free of all litter.

Você consegue imaginar como cozinhar isto? Nós sim:

Sai um Shoggoth-shake no capricho!

Em breve, traremos mais previews, com os novos designs para as cartas, e mais artes! Fiquem aguardando! Feliz ano novo para todos!



4 comentários para “Degustando Mithos”

  1. Selfer

    [[...]]a very interesing post about life in[[...]]

  2. Fabiano

    O jogo precisa mesmo de um redesign! Vou aguardar a versão em português.

  3. Alexander Costa

    Ta muito legal o projeto de vocês. Vou ficar acompanhando o progresso do redesign.

    Parabens!!!!

  4. Alvaro Cavalcanti

    Putz! Muito bom!!! Eu já tinha ouvido falar do jogo mas ainda não tinha parado para ler as regras. Mas só pelo resumo de vocês já fiquei com vontade de montar o meu! Hehehehehe. Vou pegar os arquivos e montá-lo para ir aquecendo para a nova versão! ;) :D

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Apesar da maior parte das pessoas se referir a ludo como aquele jogo de tabuleiro quadrado, que tem um percurso em forma de cruz; a palavra - que vem do latim "eu jogo" - é um sinônimo para jogo.

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