29 jul
Imagens LúdicasPrince of Persia
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As aventuras do herói sem nome na “terra das arábias” começaram muito antes das areias do tempo. Em um longínquo 1989, foi lançado Prince of Persia, um jogo sensacional e muito difícil.
E muita história corre a partir daí.

Uma das suas maiores inovações foi o uso de rotoscopia, que envolvia filmar os movimentos em câmera para depois animar. Quase um motion-capture…

Basta ver a semelhança entre o protagonista e o irmão do desenvolvedor do jogo, que serviu como modelo nas filmagens.
Essa rotoscopia deixava a movimentação dos personagens fluida e anos luz, em termos de realismo, ao jogos da época.

O sucesso foi tanto que rendeu até história em quadrinho.

Cinco anos depois veio a continuação, com gráficos ricos e detalhados e uma história mais desenvolvida do que o simples “escape da masmorra” do primeiro jogo.

A primeira tentativa de materializar esse clássico no universo 3D foi em, justamente, Prince of Persia 3D.

A série poderia ter morrido ali. Devido a problemas financeiros durante a produção o jogo foi lançado antes da hora e não foi bem recebido. Mas foi uma primeira e boa tentativa de fazer o herói sem nome se aventurar sob nova roupagem.

O retorno triunfal aconteceu em 2003, com o mega-hit Sands of Time.
Introduzindo uma mecânica de manipulação do tempo, extremamente útil para um jogo acrobático de aprendizado baseado em tentativa e erro, somado a uma história esperta, deu-se início a uma nova saga.

Que continuou no ano seguinte em Warrior Within.



Apesar da estética excessivamente sombria e do banho de sangue que o jogo era, tudo correu bem. O retorno do Principe da Persia estava totalmente estabelecido.

A trilogia das areias do tempo terminou em 2005, com Two Thrones.


É interessante notar como o a série Sands of Time é fruto dos seus tempos. Um jogo(s) violento, escuro e repleto de criaturas fantásticas. Nada próximo a aventura quase realista do primeiro jogo (ok, tinha esqueletos e um vizir mago, mas era só isso…)
Mas como foi dito antes, deu tudo certo. Muito certo.

Tanto que em 2008 a Ubisoft, responsável pela trilogia anterior, começou uma nova saga, com o jogo simplesmente chamado Prince of Persia, igual ao original.

A parte gráfica desse jogo é algo impressionante. Tudo nele é colorido e vivo, totalmente oposto ao escuridão e penúria do Sands of Time.

Desta vez os cenários ganham um impacto incrível, com dezenas de espaços abertos e diversas panorâmicas.


Isso sem falar das concept ars…

e dos filhotes para consoles menos potentes,

e uma HQ que expande a história,

bonequinhos estilo Little Big Planet,

e “coelhos” da Pérsia…
mas a série Sands of Time não fica atrás.

seja em lego estático,


ou internacional.

Além de filmes que nunca vão existir

e de um que está por vir.
Mas sempre haverá espaço para o Prince of Persia original,

pois clássicos nunca morrem, só voltam para o último save point.








A trilogia mais recente é realmente fenomenal. Já o Prince of Persia IV é bem ruim. Achei o jogo bem abaixo dos outros. E ele não é necessariamente colorido como diz aqui. Na verdade, o objetivo é vc ‘desinfetar’ áreas que estão com ‘corruption’. Enquanto as áreas ainda estão ‘corrompidas’ são super escuras, tudo preto, até as paredes que estão cheias de corruption. Achei mais sombrio que os outros nesse sentido. Mas à medida que vc vai progredindo e ‘limpando’ as áreas (ou solos férteis – fertile grounds), eles vão ficando ‘como eram antes’, ou seja, gramados e floridos. Mas até o fim do jogo, o mapa é repleto de áreas completamente escuras e sombrias. Não acho no entanto que esse jogo valha a pena ser jogado. Para quem quiser experimentar um Prince of Persia, sugiro que comece do Sands of Time e, caso goste, então partir para jogar os outros dois da triologia que também são excelentes.
Fantástico!
Mais do que merecida homenagem ao príncipe anônimo.
De longe é um dos games mais marcantes que já joguei.