12 ago
Imagens LúdicasO mal residente
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Resident Evil não foi o inventor do survival horror, mas foi quem mostrou que o subgênero um filão a ser explorado. Hoje o Imagens é sobre a, já clássica, série de matar zumbis.


Zumbis. Não exatamente, afinal desde o primeiro jogo existem dezenas de super-zumbis, além dos mortos-vivos tradicionais, como o Tyrant ai, em duas versões, ao lado de um zumbi padrão. Mas o T-virus vai muito além de zumbis.

Temos o “monstro do pântano” aqui, que atende por Hunter. Além do cachorro-zumbi, que de zumbi só tem a cara podre,


ou zumbis linguarudos e mesmo plantas carnívoras mutantes… Resident Evil sempre foi Trash Horror.
Os três primeiros jogos podem ser, considerados uma trilogia (Raccoon City Trilogy?). Possuem o mesmo plot, mostrando o desencadeamento de um único evento. O segundo e terceiro ocorrem, inclusive, ao mesmo tempo.

O primeiro gira em torno de Jill Valentine e Chris Redfield da equipe especial S.T.A.R.S, que tem que se virar para investigar e sobreviver a uma mansão repleta de devoradores de miolos.

O segundo jogo introduz Leon S. Kennedy e Claire Redfield, basicamente pessoas ordinárias pegas em meio ao caos da cidade de Raccoon City.

O terceiro jogo retoma Jill, que agora deve fugir do mega-monstrengo Nemesis, correndo pelas ruas de uma Raccoon City arruinada.

Depois disso foi lançado um episódio Zero, introduzindo Rebecca Chambers e Billy Coen, que lança uma luz sobre o T-virus e sua origem.

A coisa toda muda em Resident Evil 4, onde Leon está de volta desta vez protegendo a filha do presidente. De policial de uma cidadezinha para super agente-secreto. Vai entender…

Mas a maior mudança aqui é a ausência de zumbis “normais”. Todos os adversários estão infectados com um parasita que os torna “meio-zumbis”: eles ainda aguentam mais do que gente normal mas correm e usam armas.


Claro que isso traz todo um novo pacote de criaturas grotescas.


Para completar a mudança de ares tudo acontece em ambientes abertos e muitas vezes iluminados. Tudo isso em um povoado na Espanha.

Os parasitas continuam presentes no quinto jogo da série,

além de novos monstros.

O quinto jogo reapresenta Chris trabalhando com Sheva Alomar, desvendando uma trama envolvendo o uso de armas biológicas em plena Africa. Sol e savanna. Neste quinto jogo Resident Evil nunca esteve tão longe do que o tornou tão popular, ambientes fechados e escuros e zumbis rastejantes. Que veja o sexto.

Por sinal esse quinto jogo veio com uma campanha pesada de divulgação, incluindo um ARG na Inglaterra envolvendo pedaços de corpos.

Além do que hoje está se tornando comum em super lançamentos: um pacote de luxo, com direito a boneco, bolsa, cordão…
Tudo isso se juntando aos já muitos produtos de merchandising da série.

Que inclui uma serra-elétrica controle,


bonecos,

e camisas.
E por falar em camisas:









Resident Evil nunca foi um jogo que me atraiu, embora suas opções artísticas realísticas e “gore” sejam incríveis, sou muito mais do recente Left 4 Died.
O problema da maioria desses survivor horrors é que todos os designs são muito semelhantes, assim como a mecânica. Então eu jogo RE e me lembro de Silent Hill, que me lembra L4D. Esse último se tornou meu favorito no gênero pelos zumbis serem realmente ágeis e assustadores.
P.S.: A camiseta é a campeã
Eu concordo, mas discordo.
Realmente os survival horrors tem todos eles, elementos que se repetem. É uma formula, assim como os beat´m up´s também seguem uma. Afinal quem não joga God of War sem lembrar de Devil May Cry, sem lembra de Prototipe, sem lembrar de…
No caso de RE, até acho que ultimamente eles conseguiram se reinventar um pouco. O quarto jogo tem controles e câmera diferentes, além de apresentar os “quick time events”, que apesar de não me agradarem, são uma solução para as cut scenes estáticas. Além disso o suspense e horror foram defenestrados. RE4 é um jogo de tiro em terceira pessoa onde você mata zumbis.
Nesse aspecto usando um sistema(de câmera e jogo) beeem similar, chegando inclusive a ser comparado, tem o Dead Space, que é bem mais horror, pois apresenta espaços fechados, escuros e um uso espetacular de audio.
O RE5 não posso falar muito, mas me lembra o RE4, pelo menos o que vi até agora.
Por fim, eu acho que jogos de horror não podem ser sobre matar monstros, tem de ser sobre fugir deles até você ter uma chance de ouro, tem de ser sobre mistério e medo. Mas são poucos os jogos que trabalham essa visão.
No fim se você tem uma metralhadora e munição a vontade, não é horror, é Trash. Mas isso são definições de cinema, não de jogos.
Eu sou fã da série e não gostei do 4o jogo, justamente pelo que o Caetano falou do suspense e horror terem sido jogados pela janela. Se eu quiser jogar um TPS, acho que existem outros muitos melhores por aí, pra mim, o grande barato da série RE (e também de Silent Hill) é o suspense terrível e os sustos…
Caras… tem uma temática interessante.. apesar de “presa”…
a jogabilidade que desanimou muitos jogadores.. a “movimentação quadrada” (quando você vai virar, vc tem q parar, virar e depois continuar andando) é o que mais desanima, isso foi resolvido em jogos como o “Outbreak”.. mas parece que não gostaram muito, uns acham que descaracteriza a série, outros (como eu) adoraram a mudança… outra coisa também foi a “forma de atirar”… ninguém “pára e atira”.. qual o problema em atirar andando ?? isso eles ainda não mudaram…
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mas eu acredito que Resident ainda vem com muita coisa por aí.. nunca se esteve tão perto de ver “zumbis” ao vivo, com esse tanto de guerra biológica que vivemos hoje…
Aliás, depois de ler esse artigo tarde ontem a noite, sonhei com zumbis… ou foi um pesadelo?
Pesadelos com zumbis são de praxe. Tem tanto simbolismo neles que dá para escrever livros inteiros sobre zumbis e processos de zumbificação…
André.
Eu, como você, gostei das mudanças. Primeiro porque adoro camera por cima do ombro para jogos de tiro, acho a melhor tomada que pode se usar, depois porque tem diversas interações que ficaram muito fluidas no RE4 e só foram possíveis devido as mudanças. Por fim como sou um medroso jogos de survival horror não são a minha praia, mas trash de matar monstros é minha parada. (três vivas para Castlevania)