24 set
Código-FonteO Princípio de Tudo
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Chegou uma hora na sua vida em que você disse: vou fazer videogames.
Se o seu perfil estiver junto com a maioria dessa área, você gosta – ou pode gostar – de programar, desenvolver. E chegou até a aprender o basicão de uma linguagem de programação, tenha sido ela escolhida por sugestão dos amigos, colegas de fóruns ou até mesmo aprendida na faculdade. Mas… e agora?
Por onde você começa?
Vou começar contando uma historinha. Ao entrar na faculdade, já no primeiro semestre, comecei a pagar a cadeira de Introdução à Computação, e nela o professor nos ensinou os princípios da programação usando fluxogramas e depois linguagem algoritmica.
Depois de algumas aulas eu comecei a gostar daquilo e um colega de turma me falou do QBasic, linguagem de programação super simples que acompanhava o MS-DOS. Cheguei em casa e comecei a brincar com a IDE, e depois de alguns dias já estava arriscando criar o meu primeiro jogo, Forest of the Shadows (contenham o riso, por favor) que era um clone de LoRD RPG de texto, no melhor estilo exploração de masmorras.
Lembro como se fosse hoje, passei dias montando as telas, usando ASCII Art, e logo que eu terminei a tela de menu e a coloquei para rodar fiquei super satisfeito ao ver a minha criação diante de mim, esperando o meu comando. Escolhi entrar na floresta (das sombras) e… o programa fechou. Rodei novamente e aconteceu o mesmo, por mais que eu tentasse, não obtinha sucesso, até que eu me dei conta de um “pequeno” detalhe, que mal sabia eu era, e é, o elemento básico de qualquer jogo digital: o laço de jogo (game loop).
Como todo problema se mostra óbvio depois de achada a solução, o meu jogo começou a se desenvolver muito bem quando eu percebi o que faltava, e que hoje eu vejo com mais clareza ainda.
A idéia é simples, você “só” precisa conhecer três ferramentas básicas da linguagem que pretende usar:
- Ler dados do usuário
- Armazenar (mesmo que temporariamente) e manipular dados
- Apresentar dados na tela
Se você conhece o padrão MVC deve ter achado bastante, semelhante, não? E é mesmo, o princípio é o mesmo.
Aplicando isso no jogo, o que eu fazia era:
- Pintar tela, apresentando opções
- Ler entrada de dados do usuário
- Mudar de tela/executar ação do jogo
- Repetir enquanto o jogador não escolher sair
Sendo assim, agora você já sabe por onde começar, quais funções de uma linguagem você precisa aprender para começar a montar um jogo. O exemplo pessoal que citei, de um RPG de modo texto, pode ser implementado em qualquer linguagem, assim como uma aventura de Ficção Interativa, e ambos podem ser incrementados com imagens simples sem muita complicação.
Lembre-se, o importante é dar o primeiro passo, e depois continuar motivado para dar os próximos passos, e não há nada mais motivador do que ver os seus jogos tomarem forma e ficar prontos (ainda que de maneira amadora).







