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17 nov

ResenhasTorchLight

  • 1 COMENTÁRIO

torchlight

Entrar na masmorra, matar o(s) monstro(s), recolher a recompensa, voltar para a vila/base/checkpoint e começar tudo outra vez.

O Dungeon Crawling nasceu nos jogos de RPG de mesa, especificamente no primeiro deles o D&D. Segundo a lenda o primeiro jogo de D&D aconteceu como um desdobramento de um jogo de miniaturas, e consistiu unicamente um um guerreiro se arrastando por uma rede de túneis de um castelo tentando chegar até a sala do trono e assassinar o rei.

Desde então o RPG e o próprio D&D evoluíram muito, mas ainda tem quem prefira se ater apenas a esse básico, a exploração de um ambiente hostil recheado de criaturas antagônicas, armadilhas e diversos objetos valiosos prontos para serem recolhidos.

Torchlight é sobre isso. Desenvolvido por Travis Baldree, Max Schaefer e Erich Schaefer três designer já escolados nesse gênero ou sub-gênero de RPG eletrônicos, Torchlight tem tudo que se espera em um jogo assim.

Tudo começa em uma cidade mineradora de Boomtown ,acossada por monstros que tem, ou se julga ter, alguma relação com os Ambers, mineral raro extraido das minas próximas a ela. A trama vai aos poucos se complicando (não muito) e revelando os segredos envolvendo esses raros minerais e as intenções dos antagonistas.

Mas sejamos sinceros. Praticamente ninguém joga dungeon crawling por causa da história. Ela está lá quase sempre apenas para justificar a exploração dos cenários e a matança dos mais variados adversários. Aqui o caso é exatamente esse.

torchlightaction

A cidade de BoomTown não apresenta nada de muito interessante além de um punhado de lojas e vendas associadas a mecânicas do jogo, alguns pontos de obtenção de quest e meia dúzia de NPCs que tem curtos flavor-texts a dizer. Mas isso não é um problema, como já foi dito.

O resto do jogo corre também como previsto: Dezenas de monstros, Mobs, itens com vários rankings de variedade algumas boss-fights, e dezenas de andares para serem explorados e que são gerados de forma aleatoria. Tudo muito previsível.

Mas nada disso torna o jogo ruim ou tedioso. Pelo contrario.

TorchLight é muito bem sucedido prendendo o jogador em uma constante matança de monstros com o objetivo de obter itens e níveis. As três classe trabalham bem os conceitos básicos de personagem (magia, artilharia e força bruta); o sistema de evolução baseado em níveis de personagem e níveis de fama funciona muito bem, assim como os skills e a progressão de habilidades. Tudo é muito familiar e intuitivo para quem já jogou jogos do gênero.

torchlightmenus

Sim, o jogo parece muito com qualquer Diablo-like que se vê por ai(por sinal a música da BoomTown lembra muito a musica tocada em Tristram de Diablo). Mas tudo é extremamente bem acabado e polido. Tudo funciona perfeitamente.

Isso serve para provar que não é preciso um jogo repleto de ineditismo para funcionar bem e que muitas vezes as formulas que o mercado usa, são usadas porque no final de contas dão certo se seguidas corretamente.

Mas isso não faz com que o jogo careça de personalidade, ele possui sua própria identidade, forjada em uma estética de cartoon muito agradável e clara, elementos steampunk como armas de fogo e golems-robôs além de pequenos detalhes e elementos que servem para enriquecer e dar pessoalidade ao jogo.

Como elemento diferenciado também se encontra no bom editor de fases oferecido para os jogadores gratuitamente com o objetivo de fortalecer o jogo através da comunidade de mods.

Talvez a única ausência realmente notavel no jogo que faça falta seja um modo multiplayer, algo quase obrigatório hoje em jogos do gênero. Fato justificado pela Runic Games pelo curto espaço de tempo para desenvolvimento do jogo, e que segundo eles pode vir a ser concertado em um futuro MMO baseado em TorchLight caso as vendas do jogo sejam boas.

Para quem ficou curioso o jogo tem a seu favor ser leve e de baixos requerimentos, além de possuir uma demo gratuita e um preço de compra bastante razoável, tudo disponível no site oficial ou via steam.



Um comentário para “TorchLight”

  1. Leonardo Araújo

    De fato, TorchLight me surpreendeu. Eu não esperava tanto divertimento em um jogo teoricamente simples. Os efeitos apresentados, a mecânica, as batalhas, tudo oferecido de forma simples, porém completa e muito bem feita. A Runic está de parabéns!

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