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1 dez

ResenhasEpidemik

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titleepidemik

Normalmente resenhas deveriam servir para despertar nas pessoas a curiosidade sobre um determinado assunto. Infelizmente, dessa vez, esta veio um pouco tarde demais. A ótima mostra Epidemik esteve em cartaz apenas até o dia 24 de novembro, mas devido ao que encontramos lá, no último fim de semana de mostra, achamos que deveríamos ao menos, contar as nossas impressões.

A exposição, sobre os riscos que uma epidemia pode apresentar a uma sociedade moderna, foi orginalmente apresentada na França, pela Cité des Sciences et de l’Industrie, de La Villette, de Paris, em parceria com a sanofi-aventis, o Instituto Pasteur e a Escola de Altos Estudos em Saúde Pública (EHESP) e com o apoio da Fundação Villette-Empresas.

Aqui no Rio de Janeiro, a mostra Epidemik estava localizada num galpão de 1200m² próximo da Praça Mauá. Os entornos - muitos prédios, inclusive o da própria exposição, com aspecto sujo abandonado - apenas denegriam o que iríamos encontrar lá dentro: Tudo era muito bem montado, o design gráfico de suporte a todas as peças era impecável e um forte ar condicionado mantinha um clima agradável mesmo sob o clima de 40º que fazia na cidade na época.

Se você ainda está se perguntando porque estamos falando, aqui na Loodo, sobre uma exposição; é que uma das grandes atrações da Epidemik era um videogame gigante!

jogo

No jogo, cada jogador recebe uma aura individual, projetada no solo, que o acompanha durante toda a simulação, utilizando tecnologia de realidade aumentada. Um enorme telão passava as instruções do cenário, e indicava a cada um o que fazer ou quais ações tomar. A aura do jogador serve como a interface de jogo, onde cada um sabe informações como quantidade de “vidas”, estado de saúde, temperatura, e quais itens conseguiu pegar ou não.

aura

São cinco diferentes cenários de jogo, conhecidos ou fictícios: Gripe aviária em Cingapura, Ataque biológico terrorista em Nova Iorque, Malária e Aids na África e na Ásia e – especialmente desenvolvido para o Brasil, com conteúdo e iconografia preparados por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz – Dengue no Rio de Janeiro.

Nós jogamos dois dos cenários: Dengue e Ataque Biológico. A principal nota que podemos tirar do jogo é que é impressionante as possibilidades que ele nos abre: É muito divertido andar pelo jogo e ver uma aura te seguindo, respondendo aos seus movimentos. O trabalho envolvido, permitindo que o jogo pudesse ser jogado por um número grande de pessoas ao mesmo tempo e que qualquer um pudesse começar a qualquer momento, também é notável. Mas, como qualquer experiência inovadora, ainda possuia alguns problemas.

Faltava uma resposta um pouco mais precisa da “aura”. Era comum você querer andar um pouco mais rápido, até pela suposta pressão que o jogo tentava te colocar, e ver que sua “aura” havia ficado pra trás. Os jogos eram bem simples, pouco desafiadores. O cenário da Dengue, talvez por ter sido desenvolvido mais rápido para ser exibido no Rio de Janeiro, subutilizava o sistema com mecânicas de perguntas-e-resposta.

Mas foi uma experiência nova. E isso era o mais importante de tudo. Ver essas interações de Realidade Aumentada cada vez mais permitem imaginar jogos completamente diferentes. O trabalho do pessoal da Stratosphère foi muito bem feito, e merece ser visto, revisto e estudado.

Para quem não pode ir, deixamos aqui pelo menos um vídeo do jogo, para que possam visualizar um pouco melhor o que se tratava:



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Apesar da maior parte das pessoas se referir a ludo como aquele jogo de tabuleiro quadrado, que tem um percurso em forma de cruz; a palavra - que vem do latim "eu jogo" - é um sinônimo para jogo.

Para manter essa abrangência, mas para não ficarmos presos ao de tabuleiro, escolhemos o nome Loodo para esse site, onde pretendemos discutir, apresentar, trazer inovações e estudar jogos, de todos os tipos e meios. Do Wii ao jogo da velha. Do fliperama ao ludo.

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Raphael Aleixo é programador visual, e trabalha com design de interfaces interativas faz 5 anos.

Caetano Borges é ilustrador, formado bacharel em gravura pela Escola Superior de Belas Artes da UFRJ.

Alvaro Cavalcanti trabalha com desenvolvimento há 10 anos, é formado em ciências da computação pela UNICAP (PE).


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