3 dez
Power-Up!Polêmica nos jogos (novamente)
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Ontem a Loodo através do site baixaki jogos ficou sabendo que está sendo discutida a regulamentação, no congresso, de um projeto de lei que tem como objetivo criminalizar a distribuição, importação e produção de jogos “ofensivos aos costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos”.
O autor da lei, o senador Valdir Raupp (PMDB - RO) defende que “Alguns jogos têm passado de brincadeiras de mau gosto, sendo arsenal de propaganda e doutrinação contra determinadas culturas, não sendo possível confundir liberdade de expressão dos jogos com culto à anarquia, desrespeito à imagem e honra das pessoas e aos cultos com suas liturgias”. Caso aprovada a lei pode chegar a penas de três anos de cadeia.
Toda vez que esse tipo de discussão envolvendo liberdade de expressão e policiamento correto ocorre o debate se re-acende: até onde é possível e necessário legislar o que as pessoas podem e não podem dizer e expressar?
É certo que vivemos em tempo de correção política e é cada vez mais difícil fazer certas coisas sem ser apontado como mal exemplo, mas até que ponto a capacidade crítica de cada indivíduo não estaria sendo subestimada com esse tipo de tratamento legal?
Jogos que tratem de temas polêmicos, seja com ironia e humor seja com realismo e rispidez o fazem por alguma razão. Jogos como já foi dito aqui diversas vezes são uma forma de expressão cultural, e expressão não pode ficar restrita a tons pasteis agradáveis aos olhos de todos. Se essa lei for aprovada certamente jogos como Calabouço Tétrico aqui da Loodo e o elogiadíssimo Train da Brenda Brathwaite ficariam à baila.
Claro que pode se argumentar que essa lei tem como objetivo conter os jogos que passam do limite e funcionam como “arsenal de propaganda e doutrinação contra determinadas culturas” . Mas se é disso que se trata porque dar tanta atenção para algo que é definido pelo próprio autor da lei como uma “molecagem” que passou do limite? Será que as pessoas não são capazes de discernir por conta própria o que é ou não de mau gosto ou incorreto moralmente?
É certo que isso não quer dizer que “tá valendo tudo”. Mas esse tipo de lei termina sempre por ser muito sempre mais daninha do que qualquer coisa. Quem realmente quiser fazer apologia a atitudes discriminatórias ou criminosas vai continuar fazendo. Isso apenas vai restringir a gama de possibilidade de debate que os jogos podem possuir.
Por trás disso é possivelmente existe uma postura preconceituosa em relação a jogos, como se o seu público fossem altamente influenciável e incapaz de fazer leituras que vão além da superfície que se apresenta, ou seja, um bando de crianças burras.
A Loodo se desculpa se isso parece um julgamento por demais severo, mas de tempos em tempos formas de expressão marginais, como hoje são os jogos, passam por situações como essa. Recentemente vimos algo parecido em relação a quadrinhos , e na década de 90 os jogos violento como Doom e Mortal Kombat passaram por uma perseguição parecida, inclusive sendo associados a tragédias como o Massacre de Columbine . Isso sem contar que vez ou outra RPGs são responsabilizados por assassinatos.
Jogos são só jogos. A esmagadora maioria das pessoa sabem separar realidade de ficção e não são os jogos que vão fazer elas misturarem as duas coisas.
Definitivamente não precisamos de (mais) gente policiando o que podemos ou não produzir e consumir.








[...] This post was mentioned on Twitter by Loodo and Raphael Aleixo, brunocamurati. brunocamurati said: RT: @raphaelaleixo: A visão da @loodo sobre a nova tentativa de censura aos jogos no Brasil. http://tinyurl.com/yasksy4 [...]
Novela ensina adultério e sequestro em pleno horário nobre, programas de auditório na tarde de domingo mostram funks com “alta qualidade” nas suas letras e danças… E agora os jogos é que devem ser censurados? Ditadura de novo? Quanta hipocrisia.
A lei para tirar diminuir impostos de videogames, para estimular a indústria e cultura nacional, nunca foi sequer discutida, agora essa lei patética é rapidamente comentada… são por cabeças pré-históricas como essas (nossos governantes) que o Brasil não vai para frente. É triste.
Programas mostrando violência explícita com a maquiagem de “jornalismo” eles não proíbem. Seria legal um estudo do quanto esses programas contribuem para o crescimento da violência, aposto num resultado que deixaria muitos boquiabertos!
P… merda!!!! Opa, censuraram a primeira palavra! É assim que vai ser nos games! Não vamos poder nos expressar, uma mídia que deveria servir pra criticar e ensinar agora vai ser estrangulada! Enquant isso acontece o que o Mauricio falou, coisas ultrapassadas como novelas e programas de auditorio seguem em frente com idiotices e banalidades sem tamanho!
A grande crise não é política, é familiar. No vácuo deixado pelo papel da família na educação do cidadão, o Estado tenta, de forma evidentemente inadequada, tomar a decisão.
Num contexto onde a família é ausente e as crianças são educadas pelas “babás eletrônicas” do home video, do videogame e da Internet, começa a surgir a preocupação do “bem estar dos jovens”.
Ora, pitombas, esse é um dos casos onde se deve pregar o consumo consciente e não a extinção de produtos “polêmicos”, correndo o risco de criar uma repressão social e comercial desnecessidade.
Os produtos devem ser direcionados para suas devidas faixas-etárias e explicitarem isso em suas embalagens. Se o pai consente, compra e orienta o seu filho a jogar jogos acima da sua faixa etária, é por que ele está cumprindo a sua responsabilidade como pai da forma como acha melhor. O que não pode é jogar essa responsabilidade para o Estado e nem o Estado aceitar essa responsabilidade além do que lhe é cabido (educação formal).
É um circo dos horrores, onde a família abandona suas crianças por pressões do capital e se sente “aliviada” pelo Estado estado estar orientando o consumo de seus filhos.
O ponto é por ai mesmo Romulo.
Esse tipo de atitude serve como “tapa-buraco” para erros administrativos muito maiores, como providenciar uma educação que permita com que cada indivíduo tenha como fazer as próprias escolhas indo além do moralismo barato.
No fim faz parte do teatro do “estamos muito chocados” que vez ou outra os defensores do certo e do errado resolvem fazer para se sentir melhor.
Minha opinião sobre o assunto: http://infoblarg.blogspot.com/2009/12/os-jogos-e-lei.html