Hoje, falaremos um pouco sobre o conceito de administração de recursos e economia.
Jogos são ferramentas de comunicação. E como tal, estão invariavelmente ligados ao contexto político e econômico em que estão inseridos. Vivemos, para o mal ou para o bem, numa sociedade capitalista, e portanto, nada mais comum que nós este modelo influencie bastante as regras e mecanismos dos nossos jogos.

Já foi muito discutido aqui na Loodo o papel do game designer e as possibilidades do mesmo ao usar os jogos e sua a linguagem como forma de expressão artística, em especial nos meios de produção independentes onde não existem investimentos gigantescos e portanto cobrança por resultados econômicos astronômicos.
Então temos um primeiro ponto. O game designer pode possuir intenção artísticas, ao menos é o que a Loodo defende. Mas como fica o papel do jogador nessa questão? Assumindo que jogos possam ser usados como ferramentas de expressão artística, qual é o papel do jogador como elo final dessa expressão ou obra?
Nosso entrevistado de hoje é Bruno Palermo, game designer natural de Recife e que trabalha hoje em dia no estúdio da Gameloft na Argentina. Com cerca de 5 anos de carreira Bruno conta sua experiência de ter trabalhado em cerca de 20 jogos e dá algumas dicas aos que aspiram seguir a mesma carreira.
Imagine um jogo de guerra em primeira pessoa onde você tenha que pausar o jogo a cada minuto para saber o quanto de vida te resta ou quantas balas ainda sobram na sua munição. Não parece uma boa idéia. Um dos aspectos mais importantes na hora de se desenvolver um jogo – tanto de tabuleiro como eletrônico – é a sua interface. A forma com que o jogo vai se relacionar com o jogador.
No vocabulário do game design, isso se chama “GUI Design” – Uma sigla para “Game-User Interface”.
Além do nome e visual simpático, a biblioteca em ActionScript gratuita FlashPunk é simples de usar e oferece boas funcionalidades. Nos próximos parágrafos vamos falar sobre ela, dando mais detalhes sobre seu uso e citando exemplos.
